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As orquídeas sagradas |
A maior coisa do Mundo |
Um tesouro na vinha |
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O nabo gigante |
O homem, o rapaz e o burro | O homem, o rapaz e o burro | ||||||
| Clica na imagem (FLASH) | O homem, o rapaz e o burro | |||||||
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O nabo gigante |
O nabo gigante |
O nabo gigante |
O homem, o rapaz e o burro |
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(flash) |
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A cenoura enorme |
O pastor e o lobo |
O Vento e o Sol |
Pessoas coloridas (pps) |
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JUCA |
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| A galinha vermelha | O veado florido | Contos da floresta | A cidade dos automóveis | |||||
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| O veado florido (PDF) |
António Serer (1) |
JUCA |
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| ruiva | O rato solidário | O tesouro na vinha | Mãe, posso fazer isto? | |||||
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| A semente da verdade | A galinha | peixe dourado | A coelhinha diferente (pps) | |||||
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| dos ovos de ouro |
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A Prima Vera (pps) |
A árvore generosa (pps) |
A cidade dos automóveis |
As três borboletas |
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A trepadeira egoísta |
O patinho feio | As três cabras valentes | ||||||
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A Ponte da Harmonia |
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A formiga e a menina |
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Solidariedade |
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Ficção / Policial |
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O pastor e o lobo |
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Conto sobre a chegada de um mano bebé |
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Prof. Vaz Nunes - Ovar/Portugal. © Direitos reservados. Imagens para projectar na sala de aula.
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Clássicos para colorir (centenas) Ilustrações maravilhosas
(1): Xavar - o velho javali - escutava com crescente nitidez os latidos excitados dos cães e o vozear dos caçadores. Sabia que, fosse para onde fosse, seria inexoravelmente descoberto e abatido. E pôs-se a recordar o que fora a sua vida naquela serra onde nascera e onde sempre vivera. Era pai de várias gerações de javalis - muitos dos quais mortos por aqueles ou outros caçadores que todos os anos calcorreavam aquelas paragens, de armas em punho e sorrisos alarves, como se estivessem não a cometer actos criminosos, mas a escrever, a tiros de zagalote, um poema de amor à Mãe Natureza e às suas Criaturas. Depressa ficou cercado pelos cães que, de dentes arreganhados, procuravam, em sucessivos ataques, dilacerar-lhe a carne. Ainda tentou fugir, buscando um hipotético esconderijo onde pudesse, como que num passe de mágica, furtar-se aos ardentes pedaços de chumbo que lhe fizeram surgir por todo o corpo pequenas flores de sangue. Turvou-se-lhe a vista e tombou sobre um tapete de giestas e urzes. Depois, respirou fundo e exalou o último suspiro, pacificamente, indiferente ao encarniçamento dos cães e aos dichotes dos caçadores. Com a morte de Xavar, os pássaros silenciaram o seu canto e toda a natureza envolvente se ensimesmou, como que expressando ao javali brutalmente assassinado o seu profundo pesar.
Jovem Leitor: Se pensas - quando chegares à idade adulta - dedicar-te a essa prática abominável a que muitos chamam desporto, pára para pensar. Será que os animais silvestres foram tão amorosamente criados por Deus para exercitarmos, à sua custa, os nossos piores instintos? Ou tê-los-á criado para enriquecer o planeta que habitamos e tornar ainda mais grandiosa esta saga magnífica que é o contínuo Acto da Criação? Devemos ser sempre pela Vida. E, se quisermos caçar - se sentirmos em nós esse apelo atávico proveniente de um tempo em que éramos selvagens -, façamo-lo usando, em vez das mortíferas armas, máquinas fotográficas, e guardemos não as pobres carcaças dos animais mortos, mas as suas imagens plenas de vitalidade e de incomparável beleza. Que assim seja.
(AUTOR: António Serer. CLICA AQUI, para conheceres este magnífico autor)
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conto_patinho.feio.htm conto_rapaz.ras.petit